Falta 1 mês para o Campeonato brasileiro – veja como anda o seu time

Os campeonatos estaduais mais importantes do futebol brasileiro estão entrando na reta final. Nesta semana, acaba a segunda fase da Copa do Brasil, e vão sobrar apenas 16 clubes. Na Libertadores, vai terminar a fase de grupos e vão sobrar, também, apenas 16 clubes. Nesse momento em que o futebol brasileiro, por culpa do calendário desgraçado, finalmente pega meio que no tranco, ninguém se dá conta, mas falta um mês para começar o campeonato brasileiro.

É isso mesmo. Faltam 30 dias para começar o campeonato mais importante do calendário do futebol brasileiro. O fato é simples. Se a desgraça do seu time não está batendo nem em bêbado agora, não vai ser em 1 mês que os problemas serão resolvidos. Por isso, nesta altura do campeonato, literalmente, é possível ter um bom panorama do que vem por aí no brasileirão.

Corinthians
Elenco CorinthiansO atual campeão brasileiro continua sendo o time pragmático e eficiente de Tite. Talvez o melhor trabalho do treinador desde o começo da década passada. O Timão conseguiu se livrar de Adriano. Mas ainda falta o homem-gol. Liedson continua indo de mal a pior. O Corinthians continua sendo o time que não perde. Foi apenas uma derrota na temporada, para o Santos, com o time reserva. Time reserva que, aliás, segurou as pontas por rodadas a fio no campeonato paulista, em que a vaga veio com os pés nas costas, sem esforço, e com direito a liderança na primeira fase. Na Libertadores, o Corinthians continua nadando de braçadas, e ainda sonhando com a chance de subir mais um pouco entre os primeiros colocados na competição. A espinha dorsal do time do ano passado se manteve, e ganhou em entrosamento, experiência e o diabo a quatro. Não pense, por tudo isso, que o Corinthians é o favorito destacado. Continua sendo, sim, um time confiável, e ainda mais com a marca de atual campeão. Mas continua sendo, ainda mais marcado também, o time que ganha pela diferença mínima, que está sempre no fio da navalha, nunca consegue se tranquilizar em 90 minutos. A torcida, também, está mais distanciada, com os ingressos majorados, uma higienização que tirou muito da força do corintianismo. Corintianismo que está voltado de maneira contumaz para o estádio da abertura da Copa do Mundo de 2014, e essa equação nem sempre passa incólume para o time dentro das quatro linhas.

Fluminense
Elenco FluminenseO melhor elenco do Brasil. Seria justo se referir ao Fluminense dessa forma. O que ainda não existe é o 11 do Fluminense. No campeonato carioca, muitas vezes Abel Braga apostou num mistão. E mesmo assim conquistou a Taça Guanabara. No duro, o time titular jogou pra valer duas vezes com o Boca e na final do primeiro turno contra o Vasco. Foram as três partidas que o time mais precisou se doar até aqui, na temporada, foram as verdadeiras “finais” que o tricolor decidiu. Fez dois jogos grandes, mas parou no Boca em pleno Engenhão. Dentro de campo, alguns jogadores ainda não renderam tudo o que podem. Bruno ainda não é o lateral que foi no Figueirense. Anderson foi a menina dos olhos de Abel quando chegou do Atlético-GO, mas ainda não é o sucessor de Thiago Silva. Mais a frente, Wágner e Thiago Neves continuam devendo. Wellington Nem, que atropelou no ano passado, atropelou até aqui também tomando uma posição no ataque, mas não pode ser a solução, tem que ser o auxílio, a muleta. Rafael Sóbis ainda deixa dúvidas, como duvidoso é saber até onde vai o físico de Deco, que tem feito a diferença até aqui, e de Fred, que ainda dá um caldo. De qualquer forma, cabe a Abel fazer a limonada com os limões que tem; ou com as laranjas, para fazer jus ao time em si. Resta saber qual vai ser a paciência da torcida, que ameaçou não ter paciência no começo do campeonato do ano passado. Por enquanto, o melhor elenco do País ainda é um projeto bonito no papel e insuficiente na prática.

Figueirense
Elenco FigueirenseO Furacão foi a sensação do campeonato brasileiro do ano passado. Ficou a dois pontos da Libertadores e fez história. E a força do Figueirense era tão significativa que o time “desapareceu”. Uma dúzia de expoentes foram negociados, para os grandes centros do futebol brasileiro. Até Jorginho, escudeiro de Dunga, deu no pé. A reversão de expectativa foi brutal. Seria o caminho para o abismo, de uma temporada importante, com uma competição internacional. Quem chegou foi Branco, de passado nem tão honroso como técnico. Pois sem a necessidade de jogar a Copa do Brasil, uma contingência nem tão feliz, o Figuera fez até aqui um começo de temporada bastante razoável. Ganhou os dois turnos do campeonato catarinense, ainda que ainda não tenha levado o título, só no Brasil… No meio, o volante Túlio ganhou a companhia de Toró e a habilidade de Roni, revelação do Criciúma, que trocou o Tigre pelo Furacão; lá na frente, Wellington Nem se foi, mas Júlio César, que comeu a bola no segundo turno do campeonato brasileiro do ano passado, continua sendo a referência. De toda sorte, o time que sofreu com os desfalques até aqui no estadual sabe da necessidade de reforçar o elenco. Por aquelas baboseiras de sempre, do campeonato brasileiro ser longo, mais forte que os regionais e patati patata, mas que são importantes, de fato.

Atlético-MG
Elenco Atlético-MGO Galo ainda não digeriu a goleada acachapante na última rodada do campeonato brasileiro, que salvou o rival Cruzeiro do rebaixamento, no ano passado. De lá pra cá, Cuca parece fazer um trabalho de limpeza. O time ainda não perdeu no ano, e dá indícios de força. No jogo grande, o Atlético não venceu o Cruzeiro, num jogo em que atropelou no primeiro tempo e entregou o resultado depois do intervalo. O certo é que o Galo parece cada vez mais refeito da herança maldita do pofexô Luxa, e sua barca de atletas que ninguém sabe de onde veio e para onde vai… No time de Cuca, a defesa tem ido bem com Réver, de passagens pela seleção, e Rafael Marques, que faz gol a rodo; no meio, Leandro Donizete é a segurança da cabeça-de-área, o jovem Bernard tem feito chover, nome alvissareiro para a seleção olímpica e para o Mundial, além da experiência de Dudu e Mancini; à frente, André tem feito gols, Guilherme e Neto Berola são bastante confiáveis, e Danilinho voltou com a força daquele mesmo que foi, sempre numa saída suficiente pelos flancos. O retorno do fator Belo Horizonte, com a reabertura do Independência muito em breve, somado ao momento técnico do Galo, deve ser o suficiente para o Atlético-MG não repetir o vexame do segundo turno do campeonato brasileiro do ano passado, e ainda pensar em conquistar algo que seja do seu próprio tamanho, do primeiro campeão brasileiro da história moderna.

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